Introdução
Em um ambiente industrial, a produtividade não depende apenas da capacidade das máquinas ou da quantidade de colaboradores disponíveis. O desempenho da fábrica também está diretamente relacionado à maneira como o tempo, os materiais e os recursos produtivos são utilizados durante cada etapa do processo.
Pequenas interrupções podem parecer pouco relevantes quando observadas isoladamente. Entretanto, quando acontecem diversas vezes ao longo do turno, essas ocorrências podem comprometer significativamente a capacidade produtiva. Uma máquina que fica parada alguns minutos várias vezes por dia, por exemplo, pode acumular um volume considerável de horas improdutivas ao final de uma semana ou de um mês.
O problema é que nem todas essas perdas aparecem claramente quando a empresa analisa somente a quantidade final produzida. Saber que determinada ordem entregou 800 unidades quando a previsão era de 1.000 unidades mostra que existe uma diferença, mas não explica necessariamente por que ela ocorreu.
Para compreender essa diferença, é necessário acompanhar o processo de forma mais detalhada.
Uma redução na produção pode estar relacionada a diferentes fatores, como:
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Máquinas paradas por falhas ou ajustes;
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Falta de matéria-prima;
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Espera pela chegada de um operador;
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Setup realizado acima do tempo previsto;
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Falta de ferramentas;
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Problemas na qualidade dos produtos;
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Retrabalho;
-
Refugo;
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Interrupções inesperadas;
-
Produção executada abaixo da velocidade planejada.
Sem informações registradas durante o processo, descobrir a verdadeira origem desses problemas se torna muito mais difícil.
Pequenas interrupções podem gerar grandes impactos
Nem toda parada de produção dura várias horas. Algumas interrupções acontecem durante períodos curtos e, justamente por isso, podem passar despercebidas.
Uma máquina pode parar cinco minutos para um ajuste, retornar à operação e sofrer outra interrupção pouco tempo depois. Se esse comportamento for recorrente, a soma desses pequenos períodos pode representar uma parcela importante da capacidade disponível.
Também existem situações em que o equipamento permanece funcionando, mas a produção acontece abaixo da velocidade planejada. Nesse caso, tecnicamente não houve uma parada completa, porém existe uma perda de desempenho.
Por isso, acompanhar somente o tempo em que as máquinas permaneceram completamente desligadas não é suficiente. É importante observar todo o contexto da operação, comparando o que havia sido planejado com aquilo que realmente aconteceu no chão de fábrica.
Nem todas as perdas aparecem na quantidade produzida
A quantidade final de produtos concluídos é um indicador importante, mas precisa ser analisada em conjunto com outras informações.
Imagine que uma ordem tenha como objetivo produzir determinada quantidade em oito horas. A meta pode até ser alcançada, mas isso não significa necessariamente que o processo ocorreu de maneira eficiente.
Pode ter sido necessário:
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Utilizar horas adicionais;
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Aumentar o ritmo em determinado período;
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Reprocessar peças;
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Consumir materiais acima do previsto;
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Realizar ajustes frequentes;
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Descartar produtos com defeitos.
Por outro lado, uma ordem que não atingiu a quantidade programada pode ter sido afetada por uma situação externa ao equipamento, como falta de matéria-prima ou atraso na liberação de uma etapa anterior.
O controle adequado precisa mostrar não somente o resultado final, mas também o caminho percorrido para chegar até ele.
Máquinas paradas e falhas de equipamentos
As máquinas costumam representar uma parte importante da capacidade produtiva de uma indústria. Quando um equipamento essencial fica indisponível, diversas etapas podem ser afetadas.
Uma falha pode interromper diretamente uma operação e também criar consequências para processos posteriores. Se uma máquina responsável por produzir determinado componente para, a etapa seguinte pode ficar aguardando a chegada desse material.
Registrar quando a falha começou, quanto tempo durou e qual equipamento foi afetado permite construir um histórico que ajuda a identificar padrões de ocorrência.
Falta de matéria-prima
Nem toda interrupção é causada pela estrutura produtiva. A falta de materiais também pode impedir que uma ordem seja iniciada ou continuada.
Essa situação pode ocorrer por problemas relacionados a:
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Compras;
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Estoque;
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Reposição;
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Separação de materiais;
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Movimentação interna;
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Planejamento das necessidades.
Ao registrar corretamente esse tipo de ocorrência, a empresa consegue perceber quando a indisponibilidade de materiais está se tornando uma causa relevante de perda produtiva.
Setup acima do tempo planejado
O setup corresponde aos ajustes necessários para preparar equipamentos e linhas para uma nova operação ou produto. Dependendo do processo, pode envolver troca de ferramentas, limpeza, regulagens, alteração de parâmetros ou preparação de materiais.
Esse período normalmente faz parte da rotina produtiva. O problema surge quando o tempo utilizado fica constantemente acima do planejado.
Ao comparar o tempo esperado com o tempo realizado, torna-se possível identificar operações que exigem maior atenção.
Retrabalho e refugo também representam perdas
Nem toda unidade fabricada representa uma unidade pronta para ser entregue.
Quando um item apresenta algum problema e precisa retornar para uma etapa produtiva, ocorre retrabalho. Nesse caso, a empresa utiliza novamente máquinas, materiais, mão de obra e tempo para corrigir algo que deveria ter sido produzido corretamente na primeira execução.
O refugo ocorre quando determinado item não pode ser aproveitado conforme os critérios estabelecidos e precisa ser descartado ou destinado de outra maneira.
Os dois cenários podem reduzir a eficiência da operação, por isso precisam fazer parte do acompanhamento produtivo.
A importância de registrar o que acontece no chão de fábrica
Para entender o desempenho real da produção, é necessário registrar os acontecimentos no momento em que eles ocorrem ou o mais próximo possível da execução.
É nesse contexto que o apontamento de produção assume um papel importante.
Ele permite reunir informações relacionadas às ordens produtivas, tempos utilizados, quantidades realizadas, interrupções e perdas. Dessa forma, a empresa consegue comparar o planejamento com os acontecimentos efetivamente registrados durante a execução.
Quanto maior a qualidade dessas informações, maior tende a ser a capacidade de analisar o processo de maneira objetiva.
O planejamento estabelece aquilo que a fábrica pretende executar. Os apontamentos mostram aquilo que realmente aconteceu.
Essa comparação permite identificar desvios, acompanhar produtividade e compreender os motivos que impediram determinada operação de alcançar o resultado esperado.
Com isso, decisões sobre manutenção, materiais, capacidade, sequenciamento e melhoria de processos podem ser apoiadas por informações registradas no próprio ambiente produtivo.
O que é apontamento de produção e como funciona?
O controle industrial depende de informações confiáveis sobre aquilo que está acontecendo durante a fabricação. Planejar ordens, definir quantidades e estimar tempos é fundamental, mas o planejamento precisa ser comparado com os resultados efetivamente obtidos.
O apontamento de produção é o processo utilizado para registrar informações sobre a execução das atividades produtivas. Ele funciona como uma ligação entre aquilo que foi programado e aquilo que realmente aconteceu no chão de fábrica.
Por meio desses registros, a empresa consegue acompanhar ordens em andamento, quantidades fabricadas, tempos utilizados, interrupções, refugos e diversas outras informações relevantes para a gestão da produção.
O que significa apontar a produção
Apontar a produção significa registrar os acontecimentos relacionados à execução das operações industriais.
Cada ordem de produção normalmente possui informações previamente estabelecidas, como:
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Produto que será fabricado;
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Quantidade planejada;
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Operações necessárias;
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Recursos envolvidos;
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Tempo previsto;
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Materiais necessários.
Durante a execução, entretanto, podem surgir diferenças entre o planejamento e a realidade.
Por isso, o registro precisa mostrar informações como:
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Quando a operação começou;
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Quando terminou;
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Quanto foi produzido;
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Quanto tempo foi utilizado;
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Quantas unidades foram aprovadas;
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Quantas foram refugadas;
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Se ocorreram interrupções;
-
Quais foram os motivos das paradas.
Esses dados permitem construir uma visão mais precisa sobre o desempenho do processo produtivo.
Produção planejada e produção realizada
A produção planejada representa aquilo que a empresa pretende fabricar em determinado período.
A produção realizada mostra o resultado efetivamente alcançado.
Se a programação estabelece a fabricação de 1.000 unidades, mas ao final do período são concluídas 850, existe uma diferença de 150 unidades que precisa ser investigada.
Essa diferença pode ter diferentes causas, como:
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Falta de material;
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Parada de máquina;
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Retrabalho;
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Problemas de qualidade;
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Redução da velocidade;
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Atraso no início da operação;
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Setup acima do previsto.
Sem os registros do processo, existe apenas a informação de que a meta não foi alcançada. Com os registros, torna-se possível compreender os motivos.
Tempo previsto e tempo utilizado
Outra comparação importante envolve o tempo.
Uma operação pode ter sido planejada para durar quatro horas, mas consumir cinco horas e meia. Nesse cenário, é importante descobrir o que provocou a diferença.
Entre as possibilidades estão:
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Maior tempo de preparação;
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Interrupções;
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Falha em equipamentos;
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Dificuldade operacional;
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Material inadequado;
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Necessidade de ajustes;
-
Retrabalho.
Comparar continuamente tempos previstos e realizados ajuda a melhorar tanto o planejamento quanto a execução.
Quais informações podem ser registradas
O nível de detalhamento pode variar conforme o tipo de indústria, mas alguns registros são especialmente úteis para acompanhar a produção.
A ordem de produção identifica qual atividade está sendo executada. O produto informa aquilo que está sendo fabricado, enquanto a operação permite saber em qual etapa do roteiro produtivo o registro aconteceu.
Também é possível associar o apontamento à máquina utilizada, facilitando análises de desempenho por equipamento.
O operador ou a equipe responsável pode ser registrado quando essa informação for necessária para organizar e acompanhar a execução.
Horários de início e término permitem calcular o período utilizado para realizar cada atividade.
As quantidades também possuem grande importância. O registro pode separar:
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Quantidade total produzida;
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Quantidade aprovada;
-
Quantidade refugadas;
-
Quantidade que exige retrabalho.
Além disso, interrupções podem ser associadas às operações, permitindo identificar quanto tempo foi perdido e qual foi a causa registrada.
Por que registrar o motivo das interrupções
Registrar apenas que uma máquina permaneceu parada durante 40 minutos não oferece todas as informações necessárias para uma análise.
É importante conhecer o motivo.
A parada pode ter ocorrido por:
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Manutenção;
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Falta de material;
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Falta de operador;
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Ajuste;
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Ferramenta;
-
Qualidade;
-
Limpeza;
-
Setup.
A classificação adequada permite agrupar ocorrências semelhantes e descobrir quais fatores provocam maior impacto sobre a capacidade produtiva.
Apontamento manual em papel
O papel pode ser utilizado para registrar informações diretamente no ambiente produtivo.
Nesse modelo, operadores anotam horários, quantidades, paradas e demais acontecimentos em fichas ou formulários.
Embora seja uma alternativa simples, o método exige posteriormente a organização ou digitação das informações. Isso pode aumentar o trabalho administrativo e dificultar análises rápidas.
Além disso, registros incompletos ou ilegíveis podem prejudicar a qualidade das informações.
Controle por planilhas
As planilhas permitem organizar os registros de maneira digital e realizar alguns cálculos.
Elas podem ser utilizadas para reunir informações de produção, mas exigem disciplina para preenchimento, padronização e consolidação dos dados.
Conforme aumenta a quantidade de ordens, máquinas e operações, administrar diversos arquivos pode se tornar mais complexo.
Terminais, computadores, tablets e coletores
Dispositivos instalados ou utilizados no ambiente produtivo podem permitir que os registros sejam realizados próximos ao momento da ocorrência.
O operador pode informar, por exemplo:
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Início da atividade;
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Final da operação;
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Quantidade concluída;
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Parada;
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Motivo da parada;
-
Refugo.
Quanto menor a distância entre o acontecimento e seu registro, menor tende a ser o risco de informações importantes serem esquecidas.
Sistemas integrados
Quando o registro é realizado em um sistema conectado ao planejamento, as informações podem ser relacionadas diretamente às ordens produtivas.
Assim, a empresa consegue acompanhar quais ordens estão aguardando, quais estão em execução e quais foram concluídas.
A integração também facilita a comparação entre o planejado e o realizado, transformando registros individuais em informações gerenciais para acompanhar desempenho, perdas e capacidade.
Quais paradas devem ser registradas no processo produtivo?
As paradas fazem parte da rotina de praticamente qualquer processo industrial. Algumas são necessárias para garantir o funcionamento adequado das operações, enquanto outras acontecem inesperadamente e podem comprometer a programação.
Por isso, não basta apenas registrar que a produção parou. É importante classificar a ocorrência corretamente.
O apontamento de produção pode ajudar a separar paradas planejadas e não planejadas, permitindo analisar com mais precisão onde o tempo disponível está sendo utilizado.
Paradas planejadas
As paradas planejadas são aquelas que fazem parte da programação ou da rotina operacional.
Elas não representam necessariamente um problema. Em muitos casos, são essenciais para manter máquinas, equipamentos e processos funcionando adequadamente.
Mesmo assim, precisam ser registradas para que a empresa conheça o tempo efetivamente disponível para produzir.
Troca de turno
Dependendo da organização da indústria, a troca entre equipes pode exigir alguns minutos para repasse de informações, preparação do posto ou conferência da situação das ordens.
Se esse tempo fizer parte da rotina, pode ser registrado para diferenciar períodos produtivos dos períodos destinados à transição operacional.
Setup
O setup inclui as atividades necessárias para preparar máquinas e equipamentos para determinada produção.
Pode envolver:
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Troca de ferramentas;
-
Alteração de parâmetros;
-
Ajustes;
-
Preparação de dispositivos;
-
Troca de moldes;
-
Limpeza;
-
Posicionamento de materiais.
Registrar o tempo utilizado permite verificar se a preparação está ocorrendo conforme o previsto.
Limpeza
Alguns processos exigem limpeza periódica de equipamentos, linhas ou áreas produtivas.
Essas atividades podem ser necessárias entre lotes, produtos ou períodos definidos.
Ao registrar a duração, torna-se possível separar esse tempo do período efetivamente destinado à fabricação.
Manutenção preventiva
A manutenção preventiva é programada para reduzir a probabilidade de falhas e preservar as condições dos equipamentos.
Mesmo sendo uma parada prevista, seu tempo precisa ser considerado na capacidade disponível.
Isso evita que a programação trate um equipamento em manutenção como se estivesse disponível para produzir durante todo o período.
Inspeções
Determinados processos podem exigir inspeções de máquinas, produtos, ferramentas ou parâmetros.
Quando essas verificações exigem interrupção, o período pode ser classificado e registrado adequadamente.
Troca de ferramentas
Ferramentas desgastadas ou utilizadas para produtos diferentes podem precisar ser substituídas.
A frequência e o tempo dessas trocas também podem fornecer informações importantes sobre o processo.
Intervalos programados
Pausas previstas na rotina da empresa devem ser consideradas na análise do tempo disponível.
A separação correta evita interpretar períodos programados como falhas produtivas.
Paradas não planejadas
As paradas não planejadas merecem atenção especial porque acontecem fora da programação e podem provocar atrasos, perdas de capacidade e alterações no sequenciamento das ordens.
Identificar suas causas é essencial para reduzir a recorrência.
Quebra de máquina
Uma falha inesperada pode interromper completamente determinada etapa produtiva.
O registro deve permitir identificar:
-
Equipamento afetado;
-
Horário da interrupção;
-
Duração;
-
Ordem relacionada;
-
Motivo identificado.
Com um histórico consistente, torna-se mais simples visualizar equipamentos que apresentam maior frequência de problemas.
Falta de matéria-prima
Uma máquina pode estar disponível e o operador pronto para trabalhar, mas a produção não acontece se o material necessário não estiver disponível.
Registrar esse motivo separadamente evita atribuir a perda de tempo ao equipamento.
Também permite verificar se falhas relacionadas a estoque, compras ou abastecimento interno estão comprometendo frequentemente a produção.
Falta de embalagem
Em processos que dependem de embalagens para continuidade ou finalização do produto, sua indisponibilidade pode interromper a operação.
Esse tipo de problema precisa ser identificado para não ser confundido com falta de matéria-prima utilizada diretamente na fabricação.
Ausência de operador
Algumas operações dependem de profissionais específicos ou equipes habilitadas.
Quando um recurso produtivo permanece parado por falta de operador, essa informação precisa ser classificada corretamente para mostrar a verdadeira origem do tempo improdutivo.
Problemas de qualidade
Uma não conformidade pode exigir a interrupção temporária da produção para análise, regulagem ou correção do processo.
Registrar essas ocorrências ajuda a verificar quanto tempo está sendo perdido devido a problemas relacionados à qualidade.
Falta de energia ou falhas de infraestrutura
Interrupções no fornecimento de energia, ar comprimido, rede ou outras estruturas necessárias também podem impedir a continuidade das operações.
Mesmo quando a causa não está diretamente ligada à máquina, o impacto sobre a produção precisa ser registrado.
Espera por liberação
Uma operação pode permanecer aguardando autorização, inspeção, documentação, parâmetros ou alguma decisão necessária para continuar.
Sem uma categoria específica, esse período pode acabar sendo incorporado ao tempo de produção e distorcer a análise da eficiência.
Problemas no processo anterior
Em processos sequenciais, uma etapa depende frequentemente da conclusão de outra.
Quando a operação anterior apresenta atraso, a seguinte pode ficar sem componentes ou produtos intermediários para trabalhar.
Nesse caso, registrar corretamente a causa permite identificar onde o problema realmente começou.
Por que diferenciar os tipos de parada?
Classificar as interrupções torna os dados mais úteis.
Imagine que uma máquina apresente 20 horas de parada durante determinado mês. Apenas esse número não explica o problema.
Se a empresa descobrir que:
-
8 horas foram destinadas à manutenção preventiva;
-
5 horas ocorreram por falta de materiais;
-
4 horas foram provocadas por falhas mecânicas;
-
3 horas ocorreram durante setups;
a análise se torna muito mais clara.
Também é possível descobrir quais causas aparecem com maior frequência, quais acumulam mais tempo e quais exigem ações prioritárias.
Dessa forma, o acompanhamento deixa de mostrar simplesmente quanto tempo foi perdido e passa a explicar onde e por que as perdas ocorreram.
A separação entre paradas planejadas e não planejadas também melhora a análise da capacidade. Enquanto algumas interrupções já fazem parte do calendário operacional, outras reduzem inesperadamente o tempo disponível.
Com informações organizadas, gestores conseguem avaliar máquinas, operações, períodos e causas de forma mais detalhada, criando uma base mais consistente para reduzir interrupções e melhorar o desempenho do processo produtivo.
Como registrar e medir o tempo de parada da produção?
Registrar corretamente o tempo de parada é fundamental para entender quanto da capacidade disponível realmente está sendo utilizada. Quando uma indústria conhece apenas o volume produzido ao final do turno, pode perceber que houve uma diferença em relação ao planejamento, mas dificilmente consegue determinar onde o tempo foi perdido.
Por isso, o apontamento de produção deve registrar não apenas que uma interrupção aconteceu, mas também quando começou, quando terminou, onde ocorreu e qual foi sua causa. Quanto mais organizados forem esses dados, maior será a capacidade de identificar padrões e direcionar ações de melhoria.
Início e fim da ocorrência
Toda parada precisa ter um ponto inicial e um ponto final claramente identificados. Essas duas informações permitem calcular sua duração e relacionar o período improdutivo à operação correspondente.
O registro deve indicar o horário em que a produção efetivamente foi interrompida. Depois, no momento em que a atividade retornar às condições normais, deve ser informado o horário da retomada.
Com esses dois horários, é possível determinar quanto tempo aquela ocorrência consumiu.
Por exemplo, se uma máquina interrompe a produção às 10h20 e retorna às 10h45, existe uma parada de 25 minutos. Quando esse processo é repetido para todas as ocorrências, torna-se possível calcular o tempo acumulado de interrupções durante determinado turno, dia, semana ou mês.
Além dos horários, algumas informações ajudam a contextualizar a ocorrência.
Entre elas estão:
-
Máquina afetada;
-
Linha produtiva;
-
Operação em execução;
-
Produto fabricado;
-
Ordem de produção;
-
Turno;
-
Motivo da interrupção.
Relacionar a parada à ordem de produção também ajuda a entender por que determinada ordem utilizou mais tempo que o previsto ou não conseguiu atingir a quantidade programada.
Identificação da máquina ou operação afetada
O local onde a interrupção aconteceu precisa ser identificado corretamente.
Se uma fábrica possui diversas máquinas semelhantes, registrar apenas "máquina parada" não oferece informações suficientes para análises futuras.
O ideal é que cada equipamento ou recurso tenha uma identificação própria.
Assim, é possível responder perguntas como:
-
Qual máquina acumulou mais tempo parado?
-
Qual equipamento apresentou maior número de interrupções?
-
Determinada operação apresenta paradas recorrentes?
-
Algumas máquinas ficam indisponíveis com maior frequência?
Esse detalhamento transforma registros operacionais em informações úteis para acompanhamento da produção.
Padronização dos motivos de parada
Outro ponto essencial é estabelecer motivos padronizados.
Se cada operador escrever livremente a causa da interrupção, situações semelhantes podem aparecer registradas de maneiras diferentes.
Uma parada relacionada à falta de material, por exemplo, poderia ser informada como:
-
Falta de matéria-prima;
-
Sem material;
-
Material não chegou;
-
Esperando matéria-prima;
-
Falta de componente.
Embora essas descrições representem praticamente o mesmo problema, consolidar os dados posteriormente se torna mais difícil.
Por isso, criar categorias padronizadas facilita a classificação e a análise.
Alguns grupos que podem ser utilizados são:
-
Manutenção;
-
Material;
-
Setup;
-
Qualidade;
-
Operação;
-
Ferramenta;
-
Planejamento;
-
Logística interna.
Dentro dessas categorias, podem existir motivos mais específicos quando necessário.
Manutenção
Essa categoria pode reunir interrupções provocadas por falhas mecânicas, elétricas, ajustes técnicos ou necessidade de intervenção em equipamentos.
Separar manutenção das demais causas permite visualizar quanto do tempo perdido está relacionado diretamente à disponibilidade das máquinas.
Material
Pode incluir falta de matéria-prima, componentes, embalagens ou outros itens necessários para continuar a produção.
Esse tipo de informação ajuda a observar se problemas relacionados ao abastecimento estão interferindo frequentemente nas ordens produtivas.
Setup
Nem todo setup representa uma ocorrência negativa, pois muitas preparações fazem parte da programação. Entretanto, registrar sua duração permite comparar o tempo previsto com o realizado.
Se determinada preparação deveria levar 30 minutos e constantemente utiliza 50 minutos, existe uma diferença que merece análise.
Qualidade
Pode incluir interrupções para inspeção adicional, correção de parâmetros, análise de defeitos ou liberação da produção.
Esse acompanhamento permite observar quanto tempo é consumido por ocorrências relacionadas à qualidade.
Operação e ferramenta
Problemas de operação podem envolver dificuldades durante a execução, enquanto as ocorrências relacionadas a ferramentas podem incluir quebra, desgaste, troca ou indisponibilidade.
Separar esses motivos evita atribuir todas as interrupções aos equipamentos principais.
Planejamento e logística interna
A produção também pode parar por alterações na programação, falta de definição da sequência produtiva ou espera por alguma decisão.
Já a logística interna pode envolver atrasos na movimentação de materiais, abastecimento de máquinas ou transporte de produtos entre setores.
Tempo total e frequência das paradas
Analisar somente o tempo acumulado pode levar a conclusões incompletas.
Imagine duas situações:
Na primeira, uma máquina apresenta uma única parada de 60 minutos.
Na segunda, a máquina apresenta dez interrupções de seis minutos.
Nos dois casos, o tempo total perdido é de uma hora. Entretanto, os problemas podem ter características completamente diferentes.
Uma única parada longa pode indicar uma falha específica que exigiu manutenção. Muitas interrupções curtas podem apontar problemas recorrentes de alimentação, sensores, ajustes ou operação.
Por isso, é importante acompanhar simultaneamente:
-
Tempo total de parada;
-
Quantidade de ocorrências;
-
Duração média;
-
Motivo;
-
Frequência;
-
Equipamento afetado.
Essa combinação oferece uma visão mais ampla do processo.
Histórico de ocorrências
Um registro isolado mostra o que aconteceu em determinado momento. Um histórico organizado revela padrões.
Ao acumular informações, a empresa pode descobrir problemas que dificilmente seriam percebidos observando apenas um turno.
É possível identificar:
-
Problemas recorrentes;
-
Equipamentos com maior número de interrupções;
-
Máquinas com maior tempo acumulado de parada;
-
Operações críticas;
-
Motivos mais frequentes;
-
Turnos com maior incidência de problemas;
-
Períodos com maior perda produtiva.
O histórico também permite comparar diferentes períodos.
Uma máquina que acumulava dez horas de parada por mês e passa a registrar cinco horas depois de uma melhoria demonstra uma mudança que pode ser acompanhada objetivamente.
Assim, o controle do tempo deixa de ser apenas um registro das interrupções e passa a fornecer informações para avaliar causas, prioridades e resultados.
Como identificar perdas de produção com os apontamentos?
As perdas produtivas nem sempre aparecem na forma de uma máquina completamente parada. Elas também podem ocorrer quando a produção fica abaixo do esperado, quando produtos precisam ser descartados, quando determinadas peças exigem retrabalho ou quando equipamentos funcionam em velocidade inferior à planejada.
Por esse motivo, o apontamento de produção precisa reunir diferentes tipos de informação para mostrar onde a capacidade está sendo perdida.
Ao comparar planejamento, execução, tempos e quantidades, a empresa consegue observar diferenças que indicam problemas no processo.
Produção planejada x realizada
Uma das análises mais importantes consiste em comparar aquilo que foi programado com aquilo que realmente foi entregue.
O planejamento pode determinar, por exemplo, a fabricação de determinada quantidade de produtos durante um turno. Ao final desse período, o registro mostra quantas unidades efetivamente foram concluídas.
Essa comparação precisa considerar:
-
Quantidade planejada;
-
Quantidade produzida;
-
Quantidade aprovada;
-
Tempo disponível;
-
Tempo utilizado;
-
Tempo efetivamente produtivo.
Caso a produção fique abaixo da meta, o próximo passo é consultar os registros relacionados à execução.
Uma diferença entre planejamento e resultado pode estar associada a paradas, velocidade reduzida, falta de material, problemas de qualidade ou outras ocorrências.
Tempo disponível e tempo realmente produtivo
Nem todo o período de um turno é convertido diretamente em produção.
Uma jornada pode possuir oito horas disponíveis, mas parte desse período pode ser consumida por:
-
Setup;
-
Manutenção;
-
Limpeza;
-
Falta de material;
-
Ajustes;
-
Interrupções;
-
Esperas.
Por isso, diferenciar tempo disponível de tempo produtivo é importante para interpretar corretamente os resultados.
Se uma máquina esteve disponível durante oito horas, mas apenas seis foram utilizadas efetivamente para produzir, é necessário entender o que aconteceu durante as duas horas restantes.
Refugo
Refugo corresponde às unidades que foram produzidas, mas não atendem aos critérios definidos e não podem seguir normalmente como produtos aprovados.
Essas unidades precisam ser registradas separadamente.
Se uma operação produz 1.000 peças e 40 são refugadas, considerar apenas o volume total de 1.000 unidades poderia transmitir uma visão incorreta sobre o resultado efetivamente aproveitável.
O registro pode incluir:
-
Quantidade produzida;
-
Quantidade aprovada;
-
Quantidade refugadas;
-
Operação em que o problema foi identificado.
Quando possível, a classificação dos motivos também ajuda a entender onde estão concentradas as perdas.
O acompanhamento histórico permite observar se determinado produto, máquina ou operação apresenta uma quantidade elevada de descartes.
Retrabalho
Retrabalho acontece quando uma unidade não pode ser considerada concluída na primeira execução e precisa retornar para alguma etapa para correção.
Diferentemente do refugo, o produto pode ser recuperado. Entretanto, isso não significa que não exista impacto sobre a produção.
O retrabalho utiliza novamente recursos como:
-
Tempo;
-
Máquinas;
-
Ferramentas;
-
Materiais;
-
Capacidade produtiva.
Uma fábrica pode atingir a quantidade final planejada e, ainda assim, utilizar muito mais recursos que o esperado porque várias unidades precisaram ser processadas novamente.
Por isso, separar produtos aprovados diretamente daqueles que exigiram retrabalho ajuda a avaliar melhor a eficiência.
Diferença entre refugo e retrabalho
Os dois conceitos representam perdas, mas de maneiras diferentes.
No refugo, existe uma unidade que não será aproveitada normalmente conforme o processo planejado.
No retrabalho, a unidade retorna para alguma operação antes de poder ser considerada aprovada.
Essa separação é importante porque as ações necessárias podem ser diferentes.
Um alto índice de refugo pode indicar problemas graves de processo ou qualidade. Já um nível elevado de retrabalho pode mostrar que existem falhas corrigíveis, mas que consomem capacidade adicional.
Perdas de velocidade
Uma máquina não precisa estar completamente parada para provocar perda de produção.
Imagine que determinado equipamento esteja programado para produzir 100 unidades por hora, mas durante grande parte do turno opere em um ritmo de 75 unidades.
A máquina está funcionando e pode não existir qualquer registro de parada longa. Mesmo assim, ocorre uma perda em relação ao potencial esperado.
Esse tipo de situação pode estar relacionado a:
-
Regulagens;
-
Desgaste;
-
Limitações do material;
-
Problemas de alimentação;
-
Pequenos ajustes;
-
Dificuldades operacionais;
-
Condições específicas do produto.
Comparar a velocidade ou quantidade esperada com o desempenho realizado ajuda a tornar essas perdas visíveis.
Microparadas
Microparadas são interrupções de curta duração que podem ocorrer diversas vezes durante o processo.
Individualmente, elas podem parecer irrelevantes. Porém, quando acontecem repetidamente, acumulam uma quantidade significativa de tempo improdutivo.
Uma máquina que para dois minutos quinze vezes durante um turno perde 30 minutos de produção.
Se isso acontecer todos os dias, o impacto acumulado pode se tornar expressivo.
Além do tempo perdido, microparadas podem interferir no ritmo operacional e dificultar o alcance das metas.
Por isso, sempre que o processo permitir, essas ocorrências precisam ser consideradas no acompanhamento.
A análise conjunta de paradas, refugo, retrabalho, ritmo de produção e quantidades realizadas permite enxergar perdas que não aparecem quando a empresa observa apenas o total produzido.
Quais indicadores ajudam a monitorar paradas e perdas?
Registrar informações é apenas a primeira etapa do controle produtivo. Depois que os dados são coletados, eles precisam ser organizados para mostrar como máquinas, operações e ordens estão se comportando.
Os indicadores transformam os registros do apontamento de produção em informações que facilitam comparações entre períodos e ajudam a identificar onde estão concentradas as principais perdas.
Não é necessário acompanhar uma quantidade excessiva de métricas. O mais importante é selecionar indicadores relacionados aos objetivos e às características do processo.
Tempo total de parada
O tempo total de parada mostra quanto tempo de produção foi perdido devido às interrupções durante determinado período.
Esse acompanhamento pode ser realizado por:
-
Máquina;
-
Linha;
-
Operação;
-
Turno;
-
Produto;
-
Ordem de produção;
-
Motivo.
Imagine que uma máquina acumule oito horas de interrupção durante uma semana. Esse número pode ser comparado com sua disponibilidade total para avaliar o impacto das paradas.
Também é importante separar as ocorrências planejadas das não planejadas.
Dessa maneira, a empresa consegue entender quanto tempo faz parte da rotina programada e quanto foi perdido por situações inesperadas.
Quantidade de paradas
O número de ocorrências complementa a análise do tempo total.
Duas máquinas podem apresentar quatro horas acumuladas de parada, mas com comportamentos muito diferentes.
A primeira pode ter registrado uma única interrupção de quatro horas. A segunda pode ter sofrido vinte interrupções durante o mesmo período.
Embora o tempo total seja igual, a segunda situação demonstra uma recorrência muito maior.
A quantidade de paradas ajuda a encontrar esses padrões.
Tempo médio por parada
O tempo médio mostra aproximadamente quanto dura cada ocorrência.
De maneira simplificada, ele pode ser observado dividindo o tempo acumulado de parada pela quantidade registrada.
Se uma máquina acumulou 120 minutos de parada em quatro ocorrências, a média é de 30 minutos.
Se outra acumulou os mesmos 120 minutos em vinte ocorrências, a média é de seis minutos.
Essa diferença ajuda a interpretar o tipo de problema predominante.
Produção planejada x produção realizada
Comparar o volume programado com o realizado ajuda a acompanhar o cumprimento das metas produtivas.
Essa análise pode mostrar:
-
Ordens que atingiram o planejamento;
-
Produtos frequentemente produzidos abaixo da quantidade prevista;
-
Turnos com maiores diferenças;
-
Operações que dificultam o cumprimento da programação.
Entretanto, o indicador precisa ser analisado junto aos motivos registrados.
Apenas saber que uma meta não foi atingida não explica o problema. É necessário relacionar o desvio às ocorrências registradas durante o período.
Índice de refugo
O índice de refugo mostra a proporção de produtos descartados em relação à quantidade produzida.
Se a quantidade de itens refugados aumenta, a empresa pode investigar onde o problema está concentrado.
A análise pode ser feita por:
-
Produto;
-
Operação;
-
Equipamento;
-
Ordem;
-
Turno;
-
Período.
O objetivo é identificar padrões que possam indicar necessidade de ajustes no processo.
Índice de retrabalho
O retrabalho também precisa ser acompanhado separadamente.
Esse indicador mostra quanto da produção necessita passar novamente por uma ou mais operações antes de ser considerada concluída.
Uma quantidade elevada de retrabalho pode reduzir a capacidade disponível para novas ordens, pois máquinas e operadores precisam dedicar tempo a produtos que já deveriam ter sido finalizados.
Ao acompanhar essa informação ao longo do tempo, torna-se possível verificar se determinadas etapas apresentam maior ocorrência de correções.
Produtividade
A produtividade relaciona aquilo que foi produzido com os recursos utilizados.
Uma análise simples pode considerar a quantidade fabricada durante determinado período.
Por exemplo:
-
Peças por hora;
-
Unidades por turno;
-
Quilogramas produzidos por período;
-
Ordens concluídas por intervalo.
A unidade utilizada depende das características da indústria.
Mais importante do que comparar processos completamente diferentes é acompanhar a evolução do mesmo recurso ou operação ao longo do tempo.
Se determinada máquina normalmente produz 500 unidades durante um turno e passa a produzir 420 nas mesmas condições, existe uma alteração que merece investigação.
Eficiência produtiva
A eficiência ajuda a observar quanto do potencial ou do planejamento está sendo efetivamente convertido em produção.
Ela pode considerar diferenças entre aquilo que deveria ser realizado e aquilo que realmente aconteceu.
Uma operação pode possuir capacidade suficiente para atingir determinada produção, mas perder desempenho devido a:
-
Paradas;
-
Microparadas;
-
Velocidade reduzida;
-
Retrabalho;
-
Refugo;
-
Setup prolongado;
-
Falta de materiais.
Ao acompanhar esses fatores conjuntamente, a análise fica mais completa.
Por que analisar indicadores em conjunto
Nenhum indicador consegue explicar sozinho todo o desempenho de uma operação.
Uma produção elevada pode esconder altos níveis de refugo. Um equipamento com poucas horas de parada pode sofrer muitas interrupções curtas. Uma ordem pode atingir a quantidade planejada, mas utilizar muito mais tempo do que o previsto.
Por isso, os indicadores devem ser relacionados.
Uma análise pode considerar simultaneamente:
-
Tempo total parado;
-
Número de interrupções;
-
Tempo médio das ocorrências;
-
Produção realizada;
-
Refugo;
-
Retrabalho;
-
Produtividade;
-
Eficiência.
Quando esses dados são acompanhados periodicamente, torna-se mais fácil perceber alterações no comportamento produtivo e identificar quais problemas exigem maior atenção.
O objetivo não é apenas gerar números, mas utilizar as informações para compreender onde o processo perde capacidade, quais ocorrências se repetem e quais pontos apresentam maior diferença entre planejamento e execução.
Segue o desenvolvimento dos tópicos 7, 8 e 9, mantendo o padrão didático, a estrutura solicitada e destacando apenas a palavra-chave no corpo do texto.
Como descobrir as principais causas das perdas de produção?
Identificar que a produção ficou abaixo do esperado é importante, mas essa informação sozinha não mostra o que precisa ser corrigido. Para reduzir perdas de maneira consistente, a indústria precisa descobrir onde os problemas acontecem, quais causas aparecem com maior frequência e quanto cada ocorrência interfere no resultado final.
O apontamento de produção contribui para esse processo ao registrar informações diretamente relacionadas à execução das ordens. Quando esses dados são organizados corretamente, torna-se possível comparar máquinas, produtos, operações, turnos e motivos de parada, criando uma visão mais detalhada do desempenho produtivo.
Classificação das ocorrências
A classificação é uma das etapas mais importantes para transformar registros isolados em informações úteis. Em vez de analisar todas as ocorrências juntas, a empresa pode separá-las de acordo com diferentes critérios.
Entre os principais estão:
-
Máquina;
-
Produto;
-
Operação;
-
Turno;
-
Data;
-
Motivo;
-
Ordem de produção.
A análise por máquina permite descobrir quais equipamentos concentram maior quantidade de paradas ou maior tempo improdutivo.
A separação por produto ajuda a verificar se determinados itens apresentam mais dificuldades de fabricação, retrabalho, refugo ou necessidade de ajustes.
Quando os dados são organizados por operação, torna-se possível identificar etapas que frequentemente atrasam o fluxo produtivo.
Também é interessante acompanhar os registros por turno. Caso determinado período apresente mais interrupções, pode ser necessário investigar diferenças na execução, disponibilidade de recursos, abastecimento ou condições operacionais.
A análise por data permite verificar a evolução dos problemas ao longo do tempo.
Já a classificação por motivo ajuda a responder uma pergunta fundamental: por que a produção está parando?
Relacionar as ocorrências às ordens de produção
Associar cada evento à ordem correspondente ajuda a entender por que determinadas produções ficaram abaixo do planejado.
Uma ordem pode ter utilizado mais horas por causa de:
-
Falta de matéria-prima;
-
Paradas de equipamento;
-
Setup prolongado;
-
Problemas de qualidade;
-
Retrabalho;
-
Falta de ferramentas.
Sem essa associação, existe apenas a informação de que determinada ordem atrasou. Com registros detalhados, torna-se possível investigar os acontecimentos que contribuíram para o desvio.
Ranking de motivos de parada
Depois de classificar os registros, uma alternativa é criar um ranking com os motivos que acumularam maior tempo improdutivo.
Imagine que, durante um mês, as principais causas registradas tenham sido:
-
Falha de equipamento;
-
Falta de matéria-prima;
-
Setup;
-
Problema de qualidade;
-
Espera por movimentação interna;
-
Troca de ferramenta.
Ao somar o tempo de cada grupo, a empresa consegue visualizar quais causas provocaram maior impacto.
Se a falta de matéria-prima representa uma parcela elevada das horas perdidas, pode ser necessário avaliar planejamento, estoque, compras ou abastecimento.
Se falhas de equipamentos aparecem no topo do ranking, a análise pode se concentrar na disponibilidade das máquinas.
O ranking ajuda a estabelecer prioridades e evita que decisões sejam tomadas apenas com base na percepção das equipes.
Recorrência de problemas
Uma ocorrência não precisa ser longa para causar uma perda relevante.
Imagine uma interrupção de quatro minutos que ocorre dez vezes por dia. São 40 minutos perdidos diariamente.
Em 20 dias produtivos, isso representa mais de 13 horas de interrupção acumulada.
Por isso, além do tempo total, é importante acompanhar a frequência.
Uma parada longa e isolada pode exigir uma ação específica. Já uma interrupção curta e recorrente pode indicar um problema estrutural no processo.
A análise deve considerar:
-
Quantidade de ocorrências;
-
Duração média;
-
Tempo acumulado;
-
Local;
-
Motivo;
-
Frequência ao longo dos períodos.
Essa visão ajuda a encontrar problemas que acabam sendo considerados normais justamente por acontecerem todos os dias.
Análise por equipamento
Avaliar individualmente as máquinas ajuda a encontrar recursos que apresentam maior instabilidade.
Alguns indicadores que podem ser observados incluem:
-
Quantidade de paradas;
-
Tempo total parado;
-
Tempo médio por ocorrência;
-
Quantidade produzida;
-
Refugo;
-
Retrabalho;
-
Tempo produtivo;
-
Produção planejada e realizada.
Duas máquinas semelhantes podem apresentar resultados muito diferentes.
Se uma delas sofre interrupções frequentes enquanto a outra mantém maior regularidade, a comparação pode indicar a necessidade de investigar manutenção, regulagens ou condições de operação.
Também pode acontecer de uma máquina permanecer funcionando durante quase todo o turno, porém produzir abaixo do ritmo esperado. Nesse caso, a análise precisa considerar não apenas as paradas completas, mas também o desempenho realizado.
Análise por etapa produtiva
As perdas podem estar concentradas em uma operação específica do fluxo.
Quando uma etapa possui capacidade abaixo da necessária, produtos podem começar a se acumular antes dela.
Isso pode provocar:
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Filas;
-
Esperas;
-
Estoque em processo;
-
Atrasos;
-
Sobrecarga;
-
Desbalanceamento do fluxo.
Também pode ocorrer de determinada operação registrar níveis elevados de retrabalho.
Se produtos frequentemente precisam voltar para a mesma etapa, existe um sinal de que o processo precisa ser analisado.
Ao combinar informações por máquina, operação, produto, turno e motivo, torna-se mais fácil identificar onde estão concentradas as principais causas das perdas produtivas.
Como usar o apontamento para reduzir paradas e melhorar a produção?
Coletar informações é apenas uma parte do controle produtivo. Para gerar melhorias, os dados precisam ser utilizados para identificar prioridades, analisar causas e acompanhar os resultados das mudanças realizadas.
O apontamento de produção permite observar quais problemas estão consumindo mais tempo, quais máquinas registram mais interrupções e quais operações apresentam maiores diferenças em relação ao planejamento.
Essas informações ajudam a direcionar ações para os pontos que possuem maior impacto sobre a produção.
Atuar nas causas mais relevantes
Nem todas as ocorrências precisam receber o mesmo nível de prioridade.
Uma forma de organizar as ações é analisar cada problema considerando:
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Frequência;
-
Tempo perdido;
-
Impacto na produção;
-
Quantidade de produtos afetados.
Uma interrupção de dois minutos pode parecer pequena. Porém, se acontecer dezenas de vezes durante o turno, seu impacto acumulado pode ser significativo.
Por outro lado, uma falha que acontece raramente pode merecer prioridade quando mantém uma máquina crítica parada durante várias horas.
Por isso, frequência e duração precisam ser analisadas conjuntamente.
Priorizar com base no impacto
Também é importante observar o impacto sobre o restante do processo.
Uma parada em um equipamento que possui outra máquina disponível para realizar a mesma operação pode provocar uma consequência diferente de uma interrupção em um recurso que não possui alternativa.
Nesse segundo caso, outras etapas podem ficar aguardando.
A análise precisa considerar não apenas a máquina parada, mas também as consequências provocadas no fluxo produtivo.
Melhorar setups
O setup corresponde ao período necessário para preparar máquinas, equipamentos ou linhas para uma nova operação.
Dependendo do processo, pode incluir:
-
Troca de ferramenta;
-
Troca de molde;
-
Limpeza;
-
Ajustes;
-
Regulagens;
-
Preparação de materiais;
-
Configuração de parâmetros.
O tempo de setup deve ser comparado com aquilo que estava previsto.
Se determinadas trocas deveriam consumir 30 minutos, mas frequentemente levam 50 minutos, existe uma diferença que pode ser analisada.
Os registros ajudam a identificar:
-
Produtos com setups mais demorados;
-
Máquinas que exigem maior preparação;
-
Etapas que consomem mais tempo;
-
Trocas que frequentemente ultrapassam o previsto.
Também é possível avaliar se a sequência das ordens está provocando uma quantidade excessiva de preparações.
Apoiar a manutenção
Históricos de parada podem ajudar a identificar equipamentos que exigem maior acompanhamento.
Uma máquina que apresenta interrupções frequentes pode estar demonstrando sinais de desgaste ou necessidade de ajustes.
Ao analisar o histórico, podem ser observadas informações como:
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Frequência das falhas;
-
Duração das interrupções;
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Tipos de problema;
-
Períodos de ocorrência;
-
Impacto sobre a produção.
Esses dados ajudam a separar equipamentos que sofreram uma ocorrência isolada daqueles que apresentam problemas repetitivos.
Também facilitam a avaliação do comportamento da máquina ao longo dos períodos.
Melhorar o planejamento de materiais
A falta de matéria-prima pode interromper a produção mesmo quando máquinas e operadores estão disponíveis.
Quando esse motivo é registrado corretamente, a empresa consegue saber quantas vezes a produção foi prejudicada pela indisponibilidade de materiais.
É importante relacionar essas ocorrências com:
-
Estoque;
-
Compras;
-
Programação da produção;
-
Separação;
-
Abastecimento;
-
Movimentação interna.
O material pode não estar disponível no estoque, mas também pode acontecer de existir fisicamente e não chegar à máquina no momento necessário.
Por isso, diferenciar falta de estoque de falha no abastecimento interno melhora a análise.
Reduzir retrabalho e refugo
Os registros também podem indicar onde estão concentrados os maiores níveis de retrabalho e refugo.
A análise pode ser realizada por:
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Produto;
-
Máquina;
-
Operação;
-
Ordem;
-
Turno;
-
Período.
Se determinado produto apresenta quantidade elevada de refugo, é possível investigar quais etapas estão relacionadas ao problema.
Da mesma forma, se uma máquina apresenta retrabalho acima das demais, pode ser necessário avaliar regulagens ou condições do processo.
O retrabalho ocupa novamente máquinas e operadores que poderiam estar executando novas ordens. Por isso, seu impacto não deve ser analisado apenas pela quantidade de peças afetadas, mas também pelo tempo adicional consumido.
Acompanhar os resultados das melhorias
Depois de realizar uma mudança, os registros devem continuar sendo acompanhados.
Se uma ação foi implementada para diminuir uma determinada parada, os períodos anteriores e posteriores podem ser comparados.
Alguns pontos que podem ser avaliados são:
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Redução do tempo parado;
-
Diminuição da frequência;
-
Menor quantidade de refugo;
-
Redução do retrabalho;
-
Melhoria do tempo de setup;
-
Aumento da produção realizada.
Esse acompanhamento permite verificar se a mudança realmente trouxe resultado e evita que melhorias sejam avaliadas apenas pela percepção.
Como automatizar o apontamento de produção?
À medida que o número de máquinas, produtos e ordens aumenta, registrar manualmente todos os acontecimentos pode se tornar uma atividade complexa. A quantidade de informações cresce e, com isso, aumenta também a necessidade de organizar os dados de maneira padronizada.
Automatizar o apontamento de produção ajuda a aproximar o registro do momento em que cada ocorrência acontece e facilita a atualização das informações utilizadas no acompanhamento das ordens.
A automação não significa necessariamente eliminar a participação dos operadores. Algumas situações ainda precisam ser informadas pelas pessoas responsáveis pelo processo. A principal diferença está na forma como os dados são coletados, organizados e relacionados.
Limitações dos registros manuais
Anotações realizadas em papéis ou planilhas podem funcionar em operações menores, mas apresentam dificuldades conforme o volume aumenta.
Entre os principais problemas estão:
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Anotações incompletas;
-
Informações atrasadas;
-
Erros de digitação;
-
Dificuldade de consolidação;
-
Falta de padronização.
Também pode acontecer de uma ocorrência ser registrada muito tempo depois de ter acontecido.
Imagine que uma parada aconteça no início do turno e seja anotada somente várias horas depois. Informações sobre horário, duração ou causa podem ser esquecidas ou registradas de maneira imprecisa.
Dificuldade para consolidar os registros
Quando diferentes setores utilizam arquivos separados, reunir as informações pode exigir trabalho adicional.
Os dados podem estar distribuídos entre:
-
Fichas;
-
Planilhas;
-
Controles individuais;
-
Relatórios;
-
Anotações dos operadores.
Antes de analisar os resultados, é necessário reunir e padronizar tudo.
Isso pode atrasar a identificação de problemas.
Registro diretamente no chão de fábrica
Uma das formas de melhorar o processo é permitir que os operadores realizem registros próximos ao momento da execução.
Computadores, terminais, tablets ou outros dispositivos podem ser disponibilizados nos pontos de operação.
O operador pode informar:
-
Início da operação;
-
Finalização;
-
Quantidade produzida;
-
Parada;
-
Motivo da parada;
-
Refugo;
-
Retrabalho.
Quando uma atividade começa, o registro pode ficar associado à ordem correspondente.
Caso ocorra uma interrupção, o evento também pode ser relacionado à máquina e à operação em andamento.
Padronizar os motivos informados
O registro digital também facilita a utilização de opções previamente definidas.
Em vez de cada operador digitar livremente o motivo da parada, podem ser disponibilizadas categorias padronizadas.
Por exemplo:
-
Manutenção;
-
Falta de material;
-
Setup;
-
Qualidade;
-
Ferramenta;
-
Operação;
-
Planejamento;
-
Logística interna.
Essa organização reduz variações na descrição e facilita relatórios posteriores.
Atualização dos dados
Quando os registros são realizados digitalmente, o acompanhamento da situação das ordens pode se tornar mais simples.
É possível visualizar, conforme as informações disponíveis, quais ordens estão:
-
Aguardando;
-
Em execução;
-
Interrompidas;
-
Parcialmente realizadas;
-
Concluídas.
As quantidades também podem ser atualizadas conforme as operações avançam.
Dessa forma, o planejamento consegue comparar a programação com aquilo que está acontecendo no ambiente produtivo.
Acompanhar quantidades e tempos
Os registros podem permitir a comparação entre:
-
Quantidade prevista;
-
Quantidade realizada;
-
Tempo planejado;
-
Tempo utilizado;
-
Quantidade aprovada;
-
Refugo;
-
Retrabalho.
Essas informações ajudam a descobrir ordens que apresentam desvios relevantes.
Também permitem avaliar se determinados tempos utilizados no planejamento continuam adequados à realidade da produção.
Integração com planejamento e estoque
A produção está diretamente ligada à utilização de materiais.
Quando os registros estão integrados ao controle de estoque e ao planejamento, as informações podem contribuir para acompanhar:
-
Consumo de materiais;
-
Produção concluída;
-
Ordens em andamento;
-
Necessidade de reposição;
-
Capacidade produtiva.
O consumo registrado pode ser comparado com a quantidade prevista para cada ordem.
Isso ajuda a identificar diferenças que precisam ser investigadas.
Produção concluída e estoque
Quando uma etapa ou ordem é finalizada, a quantidade produzida precisa ser conhecida pelas áreas responsáveis pelo controle dos produtos.
A integração reduz a necessidade de manter o mesmo dado em controles diferentes.
As informações geradas durante a produção podem ser utilizadas para acompanhar o avanço das ordens e os produtos obtidos em cada etapa.
Necessidade de reposição
Os apontamentos também ajudam a mostrar como os materiais estão sendo consumidos durante a execução.
Se o consumo estiver acima do esperado ou se novas ordens demandarem determinados componentes, essas informações podem contribuir para o planejamento das necessidades.
Isso aproxima o controle de materiais da situação real da fábrica.
Capacidade produtiva
Os tempos efetivamente registrados também ajudam a avaliar a capacidade.
Se uma operação planejada para duas horas frequentemente exige três, a diferença pode afetar várias programações futuras.
Com um histórico consistente, torna-se possível comparar tempos previstos e realizados e avaliar se os parâmetros utilizados no planejamento precisam ser revistos.
Automatizar os registros permite reunir informações mais estruturadas sobre execução, quantidades, tempos, interrupções e materiais, oferecendo uma visão mais atualizada do que está acontecendo durante o processo produtivo.
Conclusão
Monitorar paradas, perdas, tempos improdutivos, refugos e retrabalhos é essencial para compreender o desempenho real de uma operação industrial. Quando a empresa analisa apenas a quantidade final produzida, muitos problemas podem permanecer ocultos, dificultando a identificação das causas que afetam a produtividade.
O apontamento de produção permite registrar o que acontece durante a execução das ordens, reunindo informações sobre máquinas, operações, tempos, quantidades, interrupções e motivos de parada. Dessa forma, torna-se possível comparar aquilo que foi planejado com aquilo que realmente aconteceu no chão de fábrica.
Essa comparação ajuda a identificar máquinas com maior quantidade de interrupções, operações que concentram atrasos, produtos com níveis elevados de refugo e etapas que exigem retrabalho com frequência. Também permite descobrir pequenas perdas que, quando repetidas diariamente, podem representar muitas horas improdutivas ao longo do mês.
Além de registrar os problemas, é importante organizar os dados por máquina, produto, operação, turno, ordem de produção e motivo. Essa classificação facilita a criação de rankings de ocorrências e permite priorizar as causas que provocam maior impacto.
Os registros também podem contribuir para outras áreas da empresa. Informações sobre falta de matéria-prima podem auxiliar o planejamento de compras e estoque, enquanto históricos de falhas podem apoiar o acompanhamento da manutenção. Tempos reais de execução também ajudam a revisar parâmetros utilizados no planejamento da capacidade produtiva.
Outro ponto importante é acompanhar os resultados depois das melhorias. Reduzir uma parada, diminuir o tempo de setup ou controlar melhor o retrabalho precisa gerar mudanças que possam ser observadas nos indicadores.
Com registros consistentes e análises periódicas, a empresa deixa de trabalhar apenas com percepções e passa a tomar decisões com base em informações do próprio processo produtivo.
Assim, o apontamento de produção se torna uma ferramenta importante para conectar planejamento e execução, identificar as principais causas das perdas, acompanhar indicadores e criar um processo contínuo de melhoria. Quanto maior a qualidade das informações registradas, maior será a capacidade da indústria de reduzir desperdícios, utilizar melhor seus recursos e aumentar a eficiência da produção.
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